Clássico da Ciméria
Com produção caprichada, o filme Conan, o Bárbaro transformou o personagem em um sucesso mundial
A luta foi selvagem pela atenção do público em 1982, ano tido como um dos mais importantes para Hollywood, devido aos arrasa-quarteirões. Nessa disputa, o filme do Cimério de Bronze encarou adversários como E.T., o Extraterrestre, Blade Runner e outros medalhões do cinema. Ainda assim, Conan, o Bárbaro teve um desempenho incrível, que se deve a um projeto intrincado, marcado por idas e vindas e que levou anos para ser concluído. Com nomes como Arnold Schwarzenegger e James Earl Jones (elenco), John Milius (direção) e Basil Poledouris (produção musical), o filme arrastou multidões às salas de cinemas. Curiosamente, os produtores Edward Summer e Edward Pressman, os verdadeiros responsáveis pelo projeto, são pouco lembrados.
Foi graças à paixão de Summer pelos livros e HQs do Conan que, em meados de 1976, surgiu a ideia de levar o personagem para as telas. Aos 30 anos, o cineasta era formado pela Universidade de Nova York e participara de algumas produções de seu professor Martin Scorsese. Como outros jovens da época, Summer se entusiasmou com as aventuras do bárbaro, um personagem dos anos 1930 resgatado do esquecimento graças à publicação de novos livros nos anos 1960 e de quadrinhos da Marvel a partir de 1970.
Fascinado por aquele universo, o cineasta procurou Edward Pressman, um pequeno produtor independente que começava a se projetar no mercado. Sem nunca ter ouvido falar do selvagem herói, o empresário acompanhou com atenção a minuciosa apresentação de Summer. “Ele me mostrou gibis, livros, publicações de fãs e as fabulosas pinturas de Frank Frazetta. Ficou claro que eu precisava fazer um filme do Conan”, relembrou Pressman em entrevista publicada no gibi The Savage Sword of Conan 79 (1982).
A empolgação da dupla aumentou ao assistir O Homem dos Músculos de Aço (1977), documentário sobre o treinamento de Arnold Schwarzenegger para o Mr. Olympia, o concurso que se propunha a selecionar o mais perfeito fisiculturista do planeta e que o austríaco já tinha vencido cinco vezes. Schwarzenegger também não conhecia Conan e logo se impressionou com o personagem. “Bastou ver os livros para eu aceitar o papel. As capas traziam ilustrações de Frank Frazetta em que Conan estava triunfante, com o machado erguido no ar e sobre uma pilha de inimigos mortos”, revelou o ator em sua autobiografia de 2012.
Como Conan já contava com muitos fãs, Schwarzenegger enxergou a chance de finalmente se tornar um astro. Embora tivesse participado de filmes menores, como Hércules em Nova York (1970), ele ainda era conhecido apenas no circuito do fisiculturismo. Diante da oportunidade, em 1977 fechou contrato para cinco longas do Conan e recebeu um cachê de US$ 250 mil pela primeira aventura.
Com o ator principal garantido, os produtores ainda precisavam de um financiamento, além de encontrar um diretor e garantir a autorização para usar o personagem nas telas, o que já estava em negociação há um bom tempo. Os direitos autorais estavam pulverizados entre várias pessoas, desde o administrador do patrimônio de Robert E. Howard (1906-1936), o criador do herói, a autores dos livros escritos na década de 1960. Em 1978, após dois anos de negociação e cerca de US$ 100 mil gastos com questões legais, Pressman por fim obteve a permissão para usar o personagem nas telas. Para evitar possíveis concorrentes, ele também comprou os direitos cinematográficos da guerreira Sonja e do rei Kull, outros personagens de Howard e que o produtor julgava semelhantes ao bárbaro.
Roteiro e direção
Com o projeto tomando forma, foi mais fácil conseguir a atenção dos grandes estúdios. Os produtores fecharam com a Paramount, que liberou um valor inicial de US$ 2,5 milhões, mas impôs uma condição: por trás da trama deveria haver um roteirista de renome. Foi uma decepção para Summer, que já tinha escrito uma história ao lado de Roy Thomas, o autor das elogiadas HQs de Conan que vinham fazendo muito sucesso na época.
Com essa exigência da Paramount, entrou em cena Oliver Stone, antigo colega de Summer na faculdade e recém-vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado pelo filme O Expresso da Meia-Noite (1978). Stone já sabia que o longa do Conan estava em pré-produção e, ao contrário de outros envolvidos, conhecia o personagem, o que lhe garantiu muitas ideias para apresentar a Pressman. O produtor gostou do que ouviu e orientou Stone a não se preocupar com orçamento, pois acreditava que a Paramount liberaria cerca de US$ 15 milhões, algo exorbitante para uma época em que o badalado Star Wars: Episódio IV, de 1977, custara US$ 11 milhões.
Diante disso, Stone apresentou uma trama ambientada em uma Terra futurística tomada pelas forças da escuridão na qual a humanidade regrediu aos tempos da barbárie, cabendo a Conan reunir um exército de mutantes para destruir um adversário grandioso. Com quatro horas de duração e repleto de criaturas fantásticas, o roteiro custaria cerca de US$ 70 milhões para ser filmado.
Antes de todos esses trâmites se desenrolarem, Pressman já pensava em John Milius como a pessoa certa para capitanear as filmagens, tanto que Summer e Thomas escreveram o primeiro roteiro com o diretor em mente. Conhecido pelo perfil de “machão” e apaixonado por guerras, armas e civilizações antigas, Milius estava atento à pré-produção e se mostrou bastante interessado. Porém, imprevistos com as filmagens de Amargo Reencontro (1978), que dirigia na época, impediram-no de firmar compromisso com Pressman.
Enquanto Stone preparava o roteiro no final de 1978, o produtor foi atrás de outros diretores. Quem mais chegou perto de preencher a vaga foi Ridley Scott, na época em vias de concluir seu Alien: O Oitavo Passageiro (1979). Era a grande aposta de Pressman, que já estava bem endividado com a pré-produção. Mas, para seu desespero, Scott recusou na última hora. Ao mesmo tempo, no início de 1979, o roteiro de Stone atingiu a Paramount como um golpe de espada: perante o valor absurdo para filmá-lo, o estúdio recuou.
A última cartada de Pressman foi retomar as conversas com Milius com a esperança de que, dois anos após o contato inicial, o diretor estivesse livre. A estratégia foi acertada, pois John estava comprometido em dirigir um filme do figurão Dino DeLaurentis, um produtor que fazia as portas se abrirem em Hollywood. Ao ser apresentado ao projeto pelo próprio Milius, DeLaurentis usou sua influência para convencer a Universal a apostar na produção do bárbaro e o estúdio investiu cerca de US$ 20 milhões na ideia de Summer e Pressman. A partir daí as coisas começaram a deslanchar, mas com algumas mudanças.
Elenco e substituições
Como parte do acordo, DeLaurentis exigiu assumir a produção do filme, relegando Pressman e Summer aos cargos de produtores executivo e associado, respectivamente. Em seguida, colocou a filha Rafaella DeLaurentis e seu homem de confiança Buzz Feitshans como os verdadeiros responsáveis pela produção. Dino também insistiu em substituir Schwarzenegger, de quem não gostava e chamava de nazista. Contudo, Milius insistiu no ator, visto que o fisiculturista carregava a brutalidade que o diretor buscava – além disso, ele foi ousado ao dar os papéis a pessoas marcadas por treinos físicos árduos, ainda que tivessem pouca experiência em frente às câmeras.
Para o papel da guerreira Valéria, uma aliada e amada de Conan, Milius escalou a bailarina profissional Sandahl Bergman, ao passo que outro aliado do bárbaro, o arqueiro Subotai, foi vivido pelo campeão de surfe Gerry Lopez. A justificativa era que pessoas que se submetem a rigores tão intensos, como os treinos para competições, são marcadas por uma força e sofrimento impossíveis de encenar. Para ele, o trio carregava no corpo e nas expressões as marcas perfeitas para um mundo selvagem da Era Hiboriana (período em que se passam as aventuras do bárbaro). Sem contar que o preparo físico dos três veio a calhar durante o treinamento intenso nos meses anteriores às filmagens, quando praticavam cavalgada todas as manhãs e emendavam no treino com espada por horas.
A fim de balancear a falta de experiência dos novatos, Milius providenciou James Earl Jones para o papel do vilão Thulsa Doom. Muito famoso na época por interpretar a voz de Darth Vader em Star Wars, Jones já contava com uma grande experiência nos palcos da Broadway e com um Globo de Ouro pelo protagonismo do filme A Grande Esperança Branca (1970). Outro expoente do cinema foi o sueco Max von Sydow, de O Sétimo Selo (1957). Seu papel como rei Osric, contudo, foi limitado só a uma cena.
Novo roteiro
Dentre os acertos necessários, o mais drástico foi no roteiro, que precisava ser menos violento e mais adequado ao orçamento. Milius reescreveu grande parte do material de Stone, o que gerou um forte atrito entre eles. “Foi a pior parceria que já tive. John não ouve você”, revelou o roteirista em entrevista à revista Film Comment, em 1987. “Escrevi o roteiro e nunca tive um retorno. Ele simplesmente o reescreveu. Ofereci algumas anotações e ele as ignorou”. Do roteiro original, restou apenas Thulsa Doom, vilão pertencente à mitologia do Rei Kull e que podia ser usado devido a Pressman ter comprado os direitos do herói.
Na terceira e definitiva versão do roteiro, a trama se afastou de toda aquela grandiosidade imaginada por Stone e focou mais a origem de Conan e sua busca por vingança. Ainda criança, o jovem cimério presencia o assassinato dos pais e a destruição de sua vila pelas forças de Doom. Transformado em escravo, ele só conhece a liberdade já adulto, quando se torna um guerreiro e planeja se vingar. Para tal, une-se aos novos aliados Subotai e Valéria e aceita a missão de resgatar a filha do rei Osric das garras de Doom.
Simples e direta como o próprio Conan, a trama funcionou por apresentar o personagem ao público e foi marcada por grandes momentos, como a crucificação do bárbaro no deserto – remetendo à icônica cena apresentada no conto de Howard Uma Bruxa Nascerá (1934), adaptada como HQ em The Savage Sword of Conan 5 (1975). Preso a uma árvore e abandonado para morrer sob um sol escaldante, Conan fica à mercê de abutres e mata a dentadas uma das aves que arrisca chegar mais perto do bárbaro. “Com Milius, é claro que as aves pousadas nos galhos só podiam ser de verdade. Abutres treinados, mas mesmo assim infestados de piolhos”, relembrou Schwarzenegger. “A que estraçalhei com os dentes era um robô feito com partes de um abutre morto. Depois da cena, tive que lavar a boca e a pele com sabonete antibacteriano”, relembra.
Devido ao tom lacônico que pretendia empregar na história, Milius sabia que a trilha sonora teria importância fundamental para o ritmo do filme. Por isso, ela deveria ter ares de ópera. Para a tarefa, convocou o músico Basil Poledouris, com quem trabalhou em Amargo Reencontro, a despeito da insistência da Universal em colocar o afamado Ennio Morricone na tarefa. Milius e Poledouris formaram uma parceria muito próxima em Conan, garantindo que o músico pudesse criar o tom emocional de cada cena seguindo as orientações do diretor.
A trilha começou a ser desenvolvida antes mesmo do início das gravações, algo incomum na época, quando os compositores entravam em ação apenas quando as principais cenas já estavam concluídas. Com os storyboards em mãos, Poledouris pôde compor as músicas com mais fidelidade ao tom imaginado por Milius e realizar os acertos necessários ao longo das filmagens.

Repercussão selvagem
Conan, o Bárbaro chegou às telas dos Estados Unidos em 14 de fevereiro de 1982, com uma bem-sucedida sessão-teste na cidade de Houston, Texas. Entusiasmado com o resultado, o estúdio convocou Schwarzenegger para uma sessão em Las Vegas no dia seguinte. “A fila dava volta no quarteirão pois, além dos fãs dos quadrinhos, que a Universal já esperava, havia fisiculturistas, gays, gente fantasiada de Conan e um grupo grande de motociclistas. Alguns pareciam dispostos a se rebelar caso não conseguissem lugar na plateia”, lembrou o ator. Com um público bem maior do que o esperado, a solução foi abrir três salas para acomodar a todos.
Nos dias seguintes, outras exibições-teste aconteceram em diversas cidades dos Estados Unidos e houve quem esperasse até oito horas na fila para garantir um lugar. Com sessões tão disputadas, não faltaram problemas, como em Nova York, onde a polícia interveio para acalmar os ânimos do público. Na exibição em Washington, a fila se estendeu por vários quarteirões e causou engarrafamento no trânsito, enquanto em Los Angeles a Universal teve que exibir o filme três vezes seguidas.
Foi com tamanha repercussão que o filme do cimério estreou oficialmente em 14 de maio em mais de cem cidades, tornando-se rapidamente um sucesso de público. Nos dois meses em que ficou em exibição nos Estados Unidos, Conan, o Bárbaro dividiu atenção com ao menos seis adversários de respeito: Blade Runner, Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan, Poltergeist, Rocky III, Tron e E.T., o Extraterrestre. Nenhum deles ofuscou o desempenho do bárbaro da Ciméria, que contou com uma bilheteria mundial de US$ 68,8 milhões, um bom valor na época.
O frenesi dos espectadores deu início a uma verdadeira “conanmania”, quando o personagem se tornou mundialmente conhecido e muitos produtos relacionados a ele chegaram às lojas. Além do bárbaro, outros nomes caíram nas graças do público, como o próprio Schwarzenegger, alçado ao nível das estrelas de Hollywood. Na sequência, o ator seria escalado para outros filmes fundamentais em sua carreira, como O Exterminador do Futuro (1984), Comando Para Matar (1985) e O Predador (1987), além de outros dois longas do universo da Era Hiboriana: Conan, o Destruidor (1984) e Guerreiros de Fogo (1986) – atuando apenas como coadjuvante no último, protagonizado, na verdade, por Brigitte Nielsen no papel da guerreira Sonja.
Stone e Poledouris também tiveram suas carreiras impulsionadas por Conan, o Bárbaro. O roteirista e diretor seguiu com outros projetos, como o script de Scarface (1983), o roteiro e direção de Platoon (1986) e tantos outros que o tornaram um dos nomes mais importantes do cinema. Da mesma forma, o compositor assumiu as trilhas de filmes renomados, como RoboCop (1987), Caçada ao Outubro Vermelho (1990), Tropas Estelares (1997) e outros.
Por quase duas décadas, Conan, o Bárbaro foi considerado o principal representante do gênero espada e feitiçaria no cinema, perdendo o posto apenas em 2001 com a chegada de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel aos cinemas. Ainda assim, o cimério reina supremo nas lembranças de quem cresceu impressionado pelas violentas cenas dirigidas por Milius, pela marcante trilha de Poledouris e pela perfeita encarnação do herói por Schwarzenegger. A esses fãs, resta a esperança de ver o ator de volta ao papel em um terceiro e tão aguardado filme em que Conan, quem sabe, finalmente ostente a pesada coroa de rei sobre sua cansada cabeça.
Vale saber que…
A espera dos fãs por um novo filme de Conan pode ficar mais fácil graças a uma novidade divulgada ontem anunciando a série animada Conan, the Barbarian, que terá ninguém menos que Genndy Tartakovsky como produtor.
O diretor e roteirista russo ficou bastante conhecido por seus desenhos animados infantis como As Meninas Superpoderosas e O Laboratório de Dexter, mas são suas produções mais maduras que se comunicam com a agressividade do mundo do cimério, caso de Samurai Jack (2001-2004), por exemplo, marcada por lutas e misticismo dignos de Conan. Mas é a incômoda Primal (2019) que mais dá o tom do que pode vir a ser seu novo trabalho. Focada na luta por sobrevivência de um neandertal, Primal não poupa o público de cenas viscerais, selvageria e o sofrimento de seres incapazes de sobreviver por mais um dia em um mundo tão bruto.
A expectativa dos fãs é que toda ou ao menos parte da brutalidade de Primal seja vista também em Conan, the Barbarian. A se basear no histórico da nova produção, o futuro é promissor. Tartakovsky tenta produzir um desenho animado do bárbaro desde 2007, quando buscou estúdios que topassem financiar uma série animada focada no público adulto. Sem sucesso, ao invés de remodelar sua visão original para algo que a indústria aceitasse, Tartakovsky simplesmente recolheu sua ideia e partiu para outros projetos. Junto a ele estava empenhado Fred Malmberg, que viria a se tornar um dos sócios da Heroic Signatures, a atual detentora dos direitos do personagem.
Com uma posterior mudança de mentalidade do mercado, que compreendeu o espaço de desenhos para adultos, Tartakovsky encontrou a abertura que buscava. Animados com a possibilidade, o canal Cartoon Network (lar das mais famosas produções de Tartakovsky), em parceria com a Prime Video, entraram em contato com a Heroic Signatures para o licenciamento permitindo que, enfim, Tartakovsky e Malmberg colocassem em andamento a série animada da maneira que o animador russo desejava quase vinte anos atrás.
A animação adaptará A Rainha da Costa Negra, conto escrito por Howard em 1934 e adaptado para os quadrinhos como uma extensa saga escrita por Roy Thomas e desenhada por John Buscema entre 1975 e 1979. A trama mostra Conan em meio a piratas e às voltas com sua amada Bêlit, capitã da embarcação em que ele navega e líder do grupo de criminosos do qual passa a fazer parte. Mais do que a brutalidade do mundo de Conan – a qual já provou ser capaz de retratar tão bem – Tartakovsky anunciou, via o site da Heroic Signatures, que pretende empregar também uma grande carga emocional na adaptação desta que é tida como uma das histórias mais emocionantes do Cimério de Bronze.
Esta foi a SOC TUM POW 165. Cada edição apresenta a capa de algum gibi de mesmo número, caso de Uncanny X-Men 165 (1983), desenhada e finalizada por Paul Smith. A capa é apresentada por Vinicius Falcão, sugestão do assinante da versão paga da newsletter, que justifica muito bem sua escolha ao contextualizar a ilustração com a época em que foi publicada. “É um momento em que a Tempestade vinha ganhando evidência e se firmando como um dos principais personagens dos X-Men. Chris Claremont sempre teve predileção por Ororo, e, como roteirista, estava dando cada vez mais destaque a ela e realçando suas qualidades. Por isso, essa capa do Paul Smith, mostrando a transformação de Tempestade em um monstro da Ninhada foi muito chocante.”
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Nos últimos dias, o papo por lá foi repleto de expectativas. Falamos sobre o novo trailer do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia, o filme da Supergirl, a série animada do Conan (claro) e a segunda temporada de X-Men ‘97. Mas o que dominou mesmo nossa atenção foram as novas histórias dos mutantes escritas e desenhadas por John Byrne com o recente lançamento do álbum X-Men: Elsewhen vol. 1.
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