Na base do magnetismo
Magneto já teve diversos covis ao longo de sua carreira criminosa e algumas bases em seus tempos de herói. Conheça os lares do Mestre do Magnetismo
As bases de vilões podem render histórias tão boas quanto seus proprietários. Repletas de armadilhas, infestadas por uma aura maligna e palcos de eterna tensão, alguns desses locais são tão marcantes que parecem ter personalidade própria. E poucos vilões dos quadrinhos tiveram covis tão marcantes quanto Magneto, o Mestre do Magnetismo.
Abaixo você encontra um guia relacionando as bases de Magneto (na cronologia oficial da Marvel). Espero que essa lista sirva de inspiração para você conhecer (ou revisitar) alguns desses locais perturbadores e que possa compreender por que alguns deles foram o cenário de momentos inesquecíveis entre o vilão e seus maiores adversários, os X-Men.
Ilha de mau agouro
Estreia: X-Men 4 (1964)
A primeira base de Magneto não poderia ser mais assustadora, pois se trata de uma ilha que serviu de lar a misteriosos entes ancestrais e afundou no Triângulo das Bermudas milênios atrás. Trazida à superfície pelos poderes do vilão e nomeada como Ilha M, a formação rochosa é marcada por um imenso palácio, construções desertas e estátuas que remetem aos seres que a habitaram no passado – a título de comparação, é como se o local tivesse sido habitado pelos monstruosos deuses cósmicos criados pelo escritor de horror H.P. Lovecraft, como Cthulhu.
De início, o lugar serviu de base a Magneto e seu grupo terrorista, a Irmandade de Mutantes, a partir da qual lançaram um ataque a Santo Marco, uma república da América Latina (e próxima ao Brasil). A Ilha M foi abandonada pelo bando ao ser invadida pelos X-Men (X-Men 6, 1964). Magneto voltaria ao lugar em algumas ocasiões, e muitas delas ao lado dos heróis. Em tais casos, a aura sobrenatural da ilha costumava gerar calafrio e desconforto nos X-Men.
Ameaça espacial
Estreia: X-Men 5 (1964)
Enquanto a Ilha M servia de covil a Magneto na Terra, o Asteroide M foi a base do vilão no espaço. Construído na superfície de um asteroide, o sofisticado complexo ficava alinhado à órbita da Terra e acolheu a Irmandade de Mutantes após o fracasso do grupo em dominar a República de Santo Marco (X-Men 4).
Ao ser invadido pelos mutantes de Charles Xavier (X-Men 5), o Asteroide M provou ser uma armadilha perigosa, já que todas as suas partes de metal eram controladas por Magneto. Ainda assim, o covil foi destruído pelos heróis e ficou à deriva por anos, até ser reparado pelo vilão (X-Men 113, 1978). Pouco após a restauração, contudo, o Asteroide M foi devastado por um alienígena que estava a caminho da Terra (New Mutants 21, 1984).
Mal em erupção
Estreia: X-Men 112 (1978)
Ao mesmo tempo em que restaurava o destruído Asteroide M, Magneto realizou um de seus feitos mais impressionantes ao construir um complexo subterrâneo de mais de oito quilômetros quadrados na Antártica. A base estava localizada sob um vulcão ativo e era preciso atravessar a lava para acessá-la – o que não foi um problema para os poderes de Magneto. Além disso, a tecnologia da base era automatizada e a energia retirada do centro da Terra.
O vilão chegou a aprisionar os X-Men no covil, resultando em uma batalha que trouxe o complexo abaixo. Largados à própria sorte, os heróis realizaram uma fuga arriscada enquanto lava caía sobre suas cabeças em um dos momentos mais empolgantes da trajetória da equipe (X-Men 113, 1978).
Morada alienígena
Estreia: Secret Wars 2 (1984)
Conhecida simplesmente como Fortaleza de Magneto, esta base foi criada em outro planeta pelo Mestre do Magnetismo. Isso se deu quando heróis e vilões da Terra foram abduzidos por uma poderosa entidade e obrigados a lutar entre si (na saga Guerras Secretas). Sem se alinhar a um dos lados, Magneto se isolou em uma parte remota do planeta e ergueu uma base metálica, de interior requintado, e descrita como uma construção “mais gigantesca que qualquer outra na Terra”.
Ele habitou o lugar sozinho por dias até acolher os X-Men, que acreditavam que, em situações de guerras, os mutantes deveriam ficar unidos. Apesar de isolada, a Fortaleza de Magneto foi pega em meio ao conflito entre heróis e vilões e severamente danificada por um ataque. Por fim, foi abandonada ao final da guerra, quando Magneto e os X-Men voltaram para a Terra.
Reformulação de bom gosto
Estreia: Avengers West Coast 57 (1990)
Magneto construiu um novo Asteroide M a 250 quilômetros de altura e o fixou à órbita da Terra. Bem mais luxuoso que as duas versões anteriores (a original e a reformada), o novo QG contava com uma vasta biblioteca, cômodos amplos, decoração requintada e piscina.
Criada após Magneto desistir momentaneamente de sua guerra contra a humanidade, a base deveria servir como local de descanso ao vilão reformado, contudo, foi invadida pelos Vingadores (Avengers West Coast 57, 1990) e, meses depois, pelos X-Men (X-Men 3, 1991). O novo Asteroide M também serviu de refúgio a um grupo de mutantes leais a Magneto, e foi um deles, Fabian Cortez, quem incitou o Mestre do Magnetismo a retomar seus ataques à Terra. Ao perceber ter sido controlado, Magneto confrontou o seguidor em um combate que culminou na destruição da base.
Estação magnética
Estreia: X-Force 24 (1993)
A estação espacial Ávalon está entre os projetos mais ambiciosos do vilão e foi montada por ele a partir dos destroços de uma nave que o viajante do tempo Cable trouxera do futuro. A ela, Magneto somou fragmentos do devastado Asteroide M, bem como a avançada tecnologia da raça alienígena Shi’ar, resultando em uma plataforma espacial de dezenas de quilômetros de extensão estacionada próximo à Terra. Ávalon era tão imponente que sua presença na órbita terrestre projetava uma sombra sobre milhões de pessoas e causava interferências eletromagnéticas e alterações climáticas.
O Mestre do Magnetismo fez de sua base um santuário para os mutantes que desejassem deixar o planeta, mas apesar das intenções aparentemente pacíficas, ele travou um confronto violento contra os X-Men em Ávalon. A batalha culminou em vários heróis feridos, Wolverine deixado às portas da morte e Magneto lobotomizado por Charles Xavier (no arco de histórias Atrações Fatais, 1993). Sem a presença do vilão, Ávalon seria destruída tempos depois em um combate envolvendo outros mutantes – em especial Holocausto, um maligno mutante natural de outra dimensão.
Capital mutante
Estreia: Magneto Rex (1999)
Mais que um simples covil, Genosha é um país situado na costa leste da África que foi usurpado por Magneto. No passado, a nação se destacou como uma das mais prósperas do mundo, graças à exploração do trabalho de mutantes escravizados e ao uso forçado de seus poderes. O governo opressor foi derrubado pelos X-Men, e os mutantes libertados, mas isso não aplacou a fúria de Magneto, que invadiu o país anos depois. Em troca de poupar a humanidade, o Mestre do Magnetismo exigiu que a ONU reconhecesse sua autoridade sobre Genosha.
Sob seu controle, a nação se tornou exclusiva para mutantes. Em seguida, Magneto decidiu ampliar seu controle para o resto do mundo, o que o levou a travar uma batalha de proporções épicas contra os X-Men (em X-Men 113, no arco de histórias Amanhecer Violento, de 2001). Genosha e sua população foram devastadas pouco depois, durante o ataque da vilã Cassandra Nova.
Para fins de curiosidade, vale saber que a soberania de Magneto sobre Genosha, o surgimento de uma nação mutante no lugar e a posterior destruição da ilha e o massacre de seu povo foram adaptados para as telas na série animada X-Men ’97.
Em meio aos dinossauros
Estreia: Uncanny X-Men 5 (2016)
Como aliado temporário dos X-Men, Magneto organizou uma equipe focada em localizar e destruir ameaças à raça mutante. O grupo se abrigou na Sala de Guerra X, uma base construída pelo reformado vilão anos antes. Tratava-se de uma gigantesca torre incrustada na Terra Selvagem, uma paradisíaca floresta tropical isolada da humanidade e habitada por dinossauros. A Sala de Guerra X foi base da nova equipe por um tempo, mas acabou destruída em uma luta entre Magneto e sua então aliada Psylocke, que não confiava no velho rival (Uncanny X-Men 19, 2017).
Clássico nas estrelas
Estreia: X-Men: Blue 34 (2018)
A atual e ainda ativa versão do Asteroide M conta com corredores amplos com vista para a Terra, uma sala de reuniões ornamentada por um majestoso trono, e muita tecnologia e sofisticação. A nova encarnação do clássico covil foi criada por Magneto após ele romper a parceria com uma facção dos X-Men (a Equipe Azul, formada por adolescentes). Com isso, ele retomou seus planos para o avanço da raça mutante e migrou para o Asteroide M, onde formou uma nova versão de sua Irmandade de Mutantes. Isso não significa que Magneto tenha retomado a vida de terrorismo, mas sua base está a postos caso ele precise ser enérgico contra a humanidade.
Lar harmonioso
Estreia: Powers of X 1 (2019)
Em mais uma aliança com os X-Men, Magneto deixou momentaneamente o Asteroide M e passou a habitar a Casa de M. Trata-se de uma construção erguida em Krakoa, uma ilha consciente que, por um longo período, tornou-se lar de praticamente todos os mutantes da Terra. Aos moldes de Genosha anos antes, Krakoa foi reconhecida oficialmente como uma nação exclusiva para a raça, com a grande diferença de que o lugar não é comandado pelo ex-vilão, mas por Charles Xavier, líder dos X-Men e um conhecido pacifista.
Nesse período de prosperidade para a raça mutante, o Mestre do Magnetismo foi um dos homens mais influentes nesta nova comunidade e arquitetou seus planos a partir da Casa de M, onde costuma receber Xavier e outros colegas para elaborar planos que necessitam de sigilo absoluto. Localizada em meio a uma floresta verdejante, a Casa de M conta com pouco metal em sua estrutura e um visual alinhado a seu entorno, construída principalmente com madeira e pedras. O interior era repleto de vegetação e contou com o mesmo requinte presente na maioria das bases de Magneto.
Vida em Marte
Estreia: X-Men: Red 1 (2022)
Mais uma vez, Magneto ergueu uma base em outro planeta, e mais uma vez sua base serviu a uma combativa irmandade. O Palácio de Outono foi uma imensa torre erguida em Marte, ou melhor, em Arakko, o novo nome dado ao quarto mundo de nosso Sistema Solar após ele ser convertido em um mundo habitável. Povoado pelos antigos moradores da ilha de Krakoa, o planeta vermelho tornou-se um mundo exclusivo para mutantes e policiado pelos X-Men Vermelhos, um grupo paramilitar encarregado de manter a ordem.
Para se erguer contra a opressão do novo estado, Magneto criou a Irmandade de Arakko e fez de sua morada, o Palácio de Outono, a base desse grupo de opositores, o qual tinha como integrante Tempestade, a antiga líder dos X-Men. O local acabou destruído em um combate entre ela e o oponente Vulcan. A ironia é que o Palácio de Outono não foi erguido como um lugar para guerra e sim para a paz, já que Magneto o ergueu para ser seu lar, um local onde pudesse se aposentar de seus tempos de combate e levar sua vida em paz.
Instalação desativada
Estreia: (em sua versão inicial) The Avengers 12 (2024) / (como base dos X-Men) X-Men 1 (2024)
Com o corpo debilitado em decorrência de sua luta contra os X-Men Vermelhos e sofrendo de uma grave instabilidade em seus poderes, atualmente Magneto não tem base própria e vive na Terra com a facção de X-Men liderada por Ciclope. Ele compartilha residência com outros membros do grupo em uma antiga instalação de montagem chamada de Fábrica.
A atual base da equipe é uma reformulada fábrica de Sentinelas, os imensos androides empregados pela humanidade na caça aos mutantes, e fica situada na pequena cidade de Merle, no estado do Alasca. Desativada pelos X-Men, ela foi convertida em lar para essa equipe de heróis. Como descrito por Fera, o cientista e membro do grupo, o espaço da Fábrica é bem dividido e aproveitado, sendo capaz de abrigar tanto os itens e veículos de combate da equipe, quanto áreas de vivência e até espaços de plantio e sustentação de vida, permitindo que os mutantes tenham acesso a frutas e verduras frescas mesmo em meio a vastidão gelada do Alasca.
A fase em que Magneto vive na Fábrica está sendo mostrada no Brasil no título mensal Os Fabulosos X-Men, que vem sendo publicado pela Panini desde 2025 (e que está sem sua sétima edição).
Esta foi a edição 152 da newsletter SOC TUM POW e, com ela, trago a capa de mesmo número de algum gibi. A escolhida foi a de The Invincible Iron Man 152 (1981), ilustrada por Bob Layton, um dos maiores desenhistas das histórias do herói. Sou um grande fã do arriscado recurso de aplicar tom de preto sobre preto. A técnica nem sempre funciona, mas creio que nesse caso serviu muito bem para marcar a estreia da armadura furtiva de Tony Stark. Mérito de Layton, que soube trabalhar muito bem as sombras e do colorista Eliot R. Brown.
A capa também me conquistou por remeter a capa dePeter Parker: The Spectacular Spider-Man101 (1986), que se vale do mesmo recurso.
A newsletter SOC TUM POW tem um grupo no WhatsApp exclusivo aos SOC TUM POWERS, os assinantes da versão paga da newsletter. É um espaço para o pessoal se conhecer, trocar dicas de HQs, debater sobre a indústria dos quadrinhos, sugerir pautas, comentar matérias e falar de tudo que nos parecer interessante sobre gibis e afins.
Se você tem interesse em participar do grupo basta migrar para a assinatura paga. Se você já é assinante da versão paga solicite a entrada no grupo por meio desse link.
Caso sinta a motivação para ajudar ainda mais e esteja dentro de suas possibilidades, considere apoiar a newsletter financeiramente migrando para a assinatura paga. As vantagens não são muitas, mas o agradecimento é sincero, pois esse apoio ajuda a manter a SOC TUM POW.
A newsletter conta com a boa e velha divulgação boca a boca e tem participação mínima em redes sociais. Se você gostou, ajude compartilhando com os amigos, pois é isso o que impulsiona verdadeiramente a SOC TUM POW.






















Um bom gosto incrível para escolher lares!!
Excelente pesquisa, deu vontade de fazer um vídeo sobre esse tema.